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Direito do Consumidor · Passageiro Aéreo

Bagagem extraviada ou entregue com atraso

Quando a bagagem despachada não aparece no destino, o passageiro deve registrar a ocorrência ainda no aeroporto. A companhia tem sete dias, em voo doméstico, ou vinte e um, em voo internacional, para devolvê-la; se não devolver, deve indenizar em até sete dias. Quem está fora do seu domicílio tem as despesas do período ressarcidas.

Contexto essencial

O registro imediato é o que dá início a tudo. O documento gerado no balcão da companhia, comumente chamado de Registro de Irregularidade de Bagagem, é a prova de que a bagagem foi despachada e não foi entregue. Sem ele, a discussão posterior começa em desvantagem.

A Resolução nº 400/2016 da ANAC fixa prazos distintos para a devolução da bagagem despachada conforme o tipo de voo: sete dias em voo doméstico e vinte e um dias em voo internacional (artigo 32, parágrafo 2º). Ultrapassado o prazo sem devolução, a bagagem é tratada como extraviada em definitivo, e a companhia deve indenizar o passageiro em até sete dias (artigo 32, parágrafo 3º).

Em voo internacional incide também a Convenção de Montreal, internalizada pelo Decreto nº 5.910/2006, que estabelece limite tarifado de indenização por dano material relativo à bagagem. O Supremo Tribunal Federal, no Tema 210 da repercussão geral, firmou a prevalência das Convenções de Varsóvia e de Montreal sobre o Código de Defesa do Consumidor quanto a essa limitação. Em embargos de declaração, esclareceu que o entendimento não alcança o dano moral.

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O que fazer ainda dentro do aeroporto

Antes de deixar a área de desembarque, o passageiro deve procurar o balcão da companhia e registrar a ocorrência. O registro precisa descrever a bagagem, indicar o número da etiqueta de despacho e informar o endereço de entrega. Uma cópia do documento fica com o passageiro.

Sair do aeroporto sem registrar não impede a reclamação posterior, mas cria um problema de prova: a companhia passa a sustentar que a bagagem foi entregue. Quando isso acontecer, vale registrar por escrito, no mesmo dia, por canal que gere protocolo.

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Quanto tempo a companhia tem para devolver a bagagem

A Resolução nº 400/2016 da ANAC estabelece prazo de sete dias para voo doméstico e de vinte e um dias para voo internacional (artigo 32, parágrafo 2º). Durante esse período, vale pedir notícias da localização da bagagem por canal que gere protocolo.

Ultrapassado o prazo sem a devolução, a bagagem passa a ser tratada como extraviada em definitivo, e a companhia deve indenizar o passageiro em até sete dias (artigo 32, parágrafo 3º). A indenização pelo conteúdo exige do passageiro a descrição e, sempre que possível, a comprovação dos bens.

SituaçãoPrazo
Devolução em voo doméstico7 dias
Devolução em voo internacional21 dias
Indenização, se a bagagem não for devolvida no prazo7 dias
Ressarcimento das despesas de quem está fora do domicílio7 dias da entrega dos comprovantes
Prazos dos artigos 32 e 33 da Resolução nº 400/2016 da ANAC. Vencido o prazo de devolução, a bagagem é tratada como extraviada em definitivo.
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Quem paga as despesas enquanto a mala não chega

A companhia, quando o passageiro está fora do seu domicílio. A Resolução nº 400/2016 da ANAC garante o ressarcimento das despesas causadas pelo extravio, a ser feito em até sete dias contados da apresentação dos comprovantes (artigo 33, parágrafo 1º). As regras do contrato de transporte definem a forma e os limites diários desse ressarcimento (artigo 33, parágrafo 2º).

Os recibos de tudo o que o passageiro precisou comprar por causa do extravio são a base do pedido. Compra sem nota fiscal dificilmente é reconhecida. Se a bagagem não for encontrada, o valor já ressarcido pode ser descontado da indenização final (artigo 33, parágrafo 3º).

04

O limite de indenização da Convenção de Montreal vale para tudo

Não. O Supremo Tribunal Federal, no Tema 210 da repercussão geral, firmou a prevalência das Convenções de Varsóvia e de Montreal sobre o Código de Defesa do Consumidor quanto à limitação de indenização por dano material em transporte aéreo internacional. Em embargos de declaração, esclareceu que esse entendimento não se estende ao dano moral.

A distinção tem consequência prática direta: afirmar que a indenização por extravio em voo internacional é integralmente limitada é tecnicamente incorreto. O limite tarifado alcança a reparação do prejuízo patrimonial, não a do dano extrapatrimonial.

Documentos que ajudam na análise

Não é preciso ter todos para relatar o caso. Envie o que tiver; o escritório diz o que falta.

  • 01Registro de Irregularidade de Bagagem feito no aeroporto
  • 02Etiqueta de despacho da bagagem, normalmente colada ao cartão de embarque
  • 03Cartão de embarque e comprovante da reserva
  • 04Relação descritiva do conteúdo da bagagem
  • 05Notas fiscais dos bens de maior valor, quando existirem
  • 06Recibos das compras de primeira necessidade feitas por causa do extravio
  • 07Todas as comunicações trocadas com a companhia, com data e protocolo

Erros comuns

  • Deixar o aeroporto sem registrar a ocorrência no balcão da companhia
  • Descartar a etiqueta de despacho, que vincula a bagagem ao voo
  • Despachar objeto de valor, documento ou medicamento de uso contínuo
  • Comprar itens de reposição sem guardar nota fiscal
  • Aceitar proposta de acordo antes de saber se a bagagem foi localizada
  • Repetir a afirmação de que o limite internacional alcança o dano moral, o que não corresponde ao que o STF decidiu

Relate o seu caso

Conte o que aconteceu.

Etapa 1 de 6

Quando isso aconteceu?

A data do voo, ainda que aproximada.

As perguntas já são sobre extravio de bagagem. São poucas, e a resposta do escritório chega pelo WhatsApp.

  • Análise e retorno em até 24 horas, pelo WhatsApp
  • Atendimento em todo o país, por WhatsApp e videoconferência
  • As informações ficam sob sigilo profissional
  • O envio não cria relação entre advogado e cliente

Perguntas frequentes

  • Minha mala chegou, mas dias depois. Isso é extravio?

    É atraso na entrega, e não extravio definitivo, quando a devolução ocorre dentro do prazo da Resolução nº 400/2016 da ANAC. Mesmo assim, o atraso gera consequências próprias: quem está fora do seu domicílio tem direito ao ressarcimento das despesas que a espera causou, mediante comprovantes (artigo 33).

  • Preciso provar tudo o que estava dentro da mala?

    Não existe exigência de nota fiscal de cada peça, o que seria impraticável. O que sustenta o pedido é a coerência entre a relação descritiva, o perfil da viagem e a duração dela. Bens de valor elevado, contudo, precisam de prova, e é justamente por isso que não devem ser despachados.

  • A mala voltou danificada. É o mesmo caso?

    Não. Avaria e violação de bagagem seguem regra própria: o protesto deve ser feito em até sete dias do recebimento (artigo 32, parágrafo 4º), de preferência ainda no aeroporto, com fotografia do dano antes de qualquer reparo ou descarte. A documentação inicial é parecida com a do extravio.

  • Preciso estar em Campo Grande para ser atendido?

    Não. O escritório fica em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e o atendimento acontece por WhatsApp, e-mail e videoconferência. Os casos de voo, em especial, envolvem rotineiramente pessoas em outros estados.

  • Como são definidos os honorários?

    Honorários são combinados antes de qualquer providência e registrados em contrato escrito, com o escopo do trabalho e as condições. Enquanto não há contrato assinado, o escritório não assume a causa nem prazos em curso.

Enfrentou um problema em um voo?

A primeira conversa serve para entender o que aconteceu e dizer se há caminho jurídico e qual é. Se não houver, você fica sabendo ali mesmo, com o motivo.

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Sobre o que é o seu caso?

A conversa começa mais rápido se o escritório já souber o assunto. O atendimento pelo WhatsApp é imediato, a qualquer hora.