Planos de Saúde
O plano de saúde negou, reajustou ou cancelou?
Tratamento, cirurgia, medicamento, home care, urgência, reajuste e cancelamento do contrato. Atendimento imediato pelo WhatsApp e análise do caso em até 24 horas; cirurgia marcada ou paciente internado passam à frente.
Atendimento em todo o país.
Situações atendidas
As situações que esta área atende
Cada uma tem particularidades de prazo e de prova. Todas têm página própria, com o que a norma prevê e o que costuma acontecer na prática.
- Plano de saúde negou a cobertura: o que fazer
- Plano negou a cirurgia indicada pelo médico
- Plano negou o medicamento prescrito
- Plano negou ou limitou as terapias para autismo (TEA)
- Plano negou o home care (atendimento domiciliar)
- Reajuste do plano de saúde acima do previsto
- Falso coletivo: plano pelo CNPJ com poucas pessoas
- Operadora cancelou o plano sem o seu pedido
- Atendimento de urgência negado por carência
- Carência do plano de saúde: prazos e exceções
Em resumo
A operadora que nega cobertura deve informar a negativa por escrito, com a cláusula do contrato ou a norma que a justifica, mesmo que o beneficiário não peça. A decisão pode ser revista pela Ouvidoria, que tem até sete dias úteis para responder. Com a negativa e o relatório médico, é possível avaliar a reclamação na ANS e as demais vias.
Os planos de saúde são regidos pela Lei nº 9.656/1998 e pelas normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), sem prejuízo da aplicação do Código de Defesa do Consumidor. A ANS fixa prazos máximos de atendimento por tipo de serviço e mantém canal próprio de reclamação, a Notificação de Intermediação Preliminar (NIP).
Desde a Lei nº 14.454/2022, o rol de procedimentos da ANS é a referência básica de cobertura. Em 18 de setembro de 2025, no julgamento da ADI 7265, o Supremo Tribunal Federal definiu quando a operadora deve cobrir tratamento que não está no rol. É preciso cumprir, ao mesmo tempo, cinco requisitos: prescrição do médico ou dentista que acompanha o paciente; ausência de negativa expressa da ANS e de análise pendente para inclusão no rol; inexistência de alternativa terapêutica adequada no rol; comprovação científica de eficácia e segurança; e registro na Anvisa.
Nem toda negativa é indevida. A análise depende do tipo de contrato, da segmentação assistencial contratada, do cumprimento de carências, da existência de prescrição médica fundamentada e do motivo declarado pela operadora. Por isso a negativa por escrito é a peça central: sem ela, não há o que examinar.
Citações normativas conferidas nas fontes oficiais em
Texto revisado por Thiago de Freitas Pinazo, OAB/MS nº 19.995, em
Correção em
Incluídos os cinco requisitos que o Supremo Tribunal Federal fixou na ADI 7265 para a cobertura fora do rol e a obrigação da operadora de entregar a negativa por escrito mesmo sem pedido (Resolução Normativa ANS nº 623/2024).
O percurso
Do primeiro contato ao acompanhamento em Planos de Saúde
01
Relate seu caso
Conte o que aconteceu pelo formulário ou pelo WhatsApp. Os documentos que você já tiver sobre o plano de saúde podem ir pela conversa.
Imediato pelo WhatsApp
02
Análise e orientação
O escritório lê o relato à luz da Lei 9.656/1998 e das normas da ANS e diz, em linguagem simples, se há caminho jurídico e qual é.
Análise em até 24 horas
03
Contratação
Escopo do trabalho, honorários e condições ficam por escrito, em contrato assinado antes de qualquer providência.
04
Condução do caso
Reunião das provas, elaboração das peças e condução da medida escolhida, judicial ou extrajudicial, conforme o caso pedir.
05
Acompanhamento
Relatório de andamento em linguagem clara, sem que você precise pedir, enquanto a demanda estiver em curso.
A cada 30 dias
Relate o seu caso
Conte o que aconteceu.
Etapa 1 de 4
Qual problema você está enfrentando com o plano de saúde?
São poucas perguntas, e a resposta do escritório chega pelo WhatsApp.
- Análise e retorno em até 24 horas, pelo WhatsApp
- Atendimento em todo o país, por WhatsApp e videoconferência
- As informações ficam sob sigilo profissional
- O envio não cria relação entre advogado e cliente
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes sobre planos de saúde
A operadora é obrigada a entregar a negativa por escrito?
Sim, mesmo que o beneficiário não peça. A Resolução Normativa nº 623/2024 da ANS obriga a operadora a registrar a negativa por escrito e a informá-la em linguagem clara, dentro do prazo de resposta, com a cláusula contratual ou o dispositivo legal que a justifica (artigo 14). Se a recusa vier só por telefone, vale anotar o protocolo e pedir o documento. O beneficiário também pode pedir a reanálise à Ouvidoria da operadora, que tem até sete dias úteis para responder (artigo 16).
O plano negou um procedimento dizendo que não está no rol da ANS. Isso encerra a discussão?
Não necessariamente. Pela decisão do Supremo Tribunal Federal na ADI 7265, a operadora deve cobrir tratamento fora do rol quando cinco requisitos estão presentes ao mesmo tempo: prescrição do médico ou dentista assistente; ausência de negativa expressa da ANS e de análise pendente para inclusão no rol; falta de alternativa adequada no rol; comprovação científica de eficácia e segurança; e registro na Anvisa. O relatório médico precisa tratar de cada um deles.
Estou em carência, mas precisei de atendimento de urgência. O plano pode recusar?
A Lei nº 9.656/1998 fixa carência máxima de vinte e quatro horas para os casos de urgência e emergência, contada da assinatura do contrato. Passado esse prazo, a recusa de atendimento sob alegação de carência contraria a lei. A caracterização da urgência ou da emergência é feita por profissional de saúde e deve constar da documentação.
Existe limite para o reajuste do plano de saúde?
Depende do tipo de contrato. A ANS define anualmente o índice máximo de reajuste dos planos individuais e familiares contratados após a Lei nº 9.656/1998. Planos coletivos seguem regra distinta, negociada com a pessoa jurídica contratante. Os reajustes por mudança de faixa etária têm regramento próprio e precisam estar previstos em contrato.
A operadora pode cancelar o plano por conta própria?
Nos contratos individuais e familiares, a Lei nº 9.656/1998 veda a suspensão e a rescisão unilateral, salvo por fraude ou por inadimplência superior a sessenta dias, consecutivos ou não, nos últimos doze meses, e desde que o beneficiário seja notificado até o quinquagésimo dia de inadimplência. A ausência dessa notificação é ponto central de contestação.
Qual é o papel da ANS antes de qualquer medida judicial?
A ANS mantém a Notificação de Intermediação Preliminar, um canal de reclamação que aciona a operadora com prazo de resposta. Em parte dos casos, a demanda se resolve nessa via, e o registro serve como prova documental do que foi pedido, do que foi negado e de quando. É uma etapa útil e não impede a discussão judicial.
Preciso estar em Campo Grande para ser atendido?
Não. O escritório fica em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e o atendimento acontece por WhatsApp, e-mail e videoconferência. Os casos de voo, em especial, envolvem rotineiramente pessoas em outros estados.
Como são definidos os honorários?
Honorários são combinados antes de qualquer providência e registrados em contrato escrito, com o escopo do trabalho e as condições. Enquanto não há contrato assinado, o escritório não assume a causa nem prazos em curso.
Fontes normativas
- Lei nº 9.656/1998, planos e seguros privados de assistência à saúde
- Lei nº 14.454/2022, cobertura de tratamentos fora do rol da ANS
- STF, ADI 7265: requisitos para a cobertura de tratamento fora do rol da ANS (18/09/2025)
- Resolução Normativa ANS nº 623/2024, negativa por escrito e reanálise pela Ouvidoria
- Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
Está enfrentando um problema com o seu plano de saúde?
A primeira conversa serve para entender o que aconteceu e dizer se há caminho jurídico e qual é. Se não houver, você fica sabendo ali mesmo, com o motivo.
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