Direito Imobiliário do Consumidor
Problema com a obra, o contrato ou o imóvel?
Atraso na entrega, defeitos de construção, distrato, cobranças, imóvel na planta, multipropriedade e aluguel. Atendimento imediato pelo WhatsApp e análise do caso em até 24 horas.
Atendimento em todo o país.
Situações atendidas
As situações que esta área atende
Cada uma tem particularidades de prazo e de prova. Todas têm página própria, com o que a norma prevê e o que costuma acontecer na prática.
- Construtora atrasou a entrega do imóvel
- Defeitos e vícios construtivos no imóvel entregue
- Vícios construtivos nas áreas comuns do condomínio
- Distrato do contrato de compra do imóvel
- Comissão de corretagem, SATI e cobranças indevidas
- Compra de imóvel na planta: o que conferir no contrato
- Multipropriedade: direitos de quem comprou e como sair do contrato
- Problemas com aluguel e com a administradora do imóvel
Em resumo
Na compra de imóvel na planta, o contrato pode prever até cento e oitenta dias de tolerância na entrega. Passado esse prazo, se o comprador não deu causa ao atraso, pode desfazer o contrato e receber tudo o que pagou, com a multa prevista, em até sessenta dias, ou manter o negócio e receber um por cento do valor pago por mês de atraso.
A compra de imóvel por consumidor junto a incorporadora ou construtora é relação de consumo e está sujeita ao Código de Defesa do Consumidor. Somam-se a ele a Lei nº 4.591/1964, que trata da incorporação imobiliária, e a Lei nº 13.786/2018, conhecida como Lei do Distrato, que alterou o regime de desfazimento do contrato e de atraso na entrega. Nos problemas com aluguel e com a administradora, a análise parte do contrato e da Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991).
A Lei nº 13.786/2018 inseriu o artigo 43-A na Lei nº 4.591/1964. A tolerância de até cento e oitenta dias só vale se estiver pactuada de forma clara e destacada. Passado esse prazo, e desde que o comprador não tenha dado causa ao atraso, ele escolhe: desfazer o contrato e receber a integralidade do que pagou, com a multa estabelecida, em até sessenta dias corridos; ou manter o negócio e receber, na entrega, um por cento do valor efetivamente pago por mês de atraso, se estiver em dia com as parcelas. As duas indenizações não se somam.
Para vícios construtivos, a análise combina prazos distintos: o prazo de reclamação do Código de Defesa do Consumidor, contado da entrega no caso de vício aparente e da constatação no caso de vício oculto, e o prazo de garantia do artigo 618 do Código Civil quanto à solidez e à segurança da obra. Registrar o defeito por escrito, com data e fotografia, é o que preserva a discussão.
Citações normativas conferidas nas fontes oficiais em
Texto revisado por Thiago de Freitas Pinazo, OAB/MS nº 19.995, em
Correção em
Corrigida a condição para desfazer o contrato por atraso: a lei exige que o comprador não tenha dado causa ao atraso, e não culpa do incorporador. Incluídos os prazos e percentuais dos artigos 43-A e 67-A da Lei nº 4.591/1964.
Correção em
Incluído que o limite de 50% com patrimônio de afetação, no distrato, está em julgamento no Superior Tribunal de Justiça (Tema 1.466), ainda sem tese firmada, e que a Terceira Turma do tribunal limita a 25% do valor pago a soma dos descontos nos contratos de consumo.
O percurso
Do primeiro contato ao acompanhamento em Direito Imobiliário do Consumidor
01
Relate seu caso
Conte o que aconteceu pelo formulário ou pelo WhatsApp. Os documentos que você já tiver sobre o imóvel podem ir pela conversa.
Imediato pelo WhatsApp
02
Análise e orientação
O escritório lê o relato à luz da legislação imobiliária e do Código de Defesa do Consumidor e diz, em linguagem simples, se há caminho jurídico e qual é.
Análise em até 24 horas
03
Contratação
Escopo do trabalho, honorários e condições ficam por escrito, em contrato assinado antes de qualquer providência.
04
Condução do caso
Reunião das provas, elaboração das peças e condução da medida escolhida, judicial ou extrajudicial, conforme o caso pedir.
05
Acompanhamento
Relatório de andamento em linguagem clara, sem que você precise pedir, enquanto a demanda estiver em curso.
A cada 30 dias
Relate o seu caso
Conte o que aconteceu.
Etapa 1 de 5
Qual problema você está enfrentando?
São poucas perguntas, e a resposta do escritório chega pelo WhatsApp.
- Análise e retorno em até 24 horas, pelo WhatsApp
- Atendimento em todo o país, por WhatsApp e videoconferência
- As informações ficam sob sigilo profissional
- O envio não cria relação entre advogado e cliente
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes sobre imóveis e aluguel
A cláusula de tolerância de cento e oitenta dias é válida?
Sim, dentro do limite legal. O artigo 43-A da Lei nº 4.591/1964, incluído pela Lei nº 13.786/2018, autoriza a prorrogação de até cento e oitenta dias corridos sobre a data prevista de entrega, desde que expressamente pactuada e informada de forma destacada no contrato. O que a lei não autoriza é a prorrogação indefinida ou sucessiva.
O que acontece quando o atraso passa dos cento e oitenta dias?
Se o comprador não deu causa ao atraso, pode desfazer o contrato e receber de volta tudo o que pagou, corrigido e com a multa do contrato, em até sessenta dias corridos. Se preferir manter o negócio, recebe um por cento do valor efetivamente pago por mês de atraso, na entrega, desde que esteja em dia. Não é possível receber as duas coisas (artigo 43-A da Lei nº 4.591/1964).
Quanto a construtora pode reter em caso de distrato?
Pela Lei do Distrato, até 25% do que o comprador pagou, além da comissão de corretagem. Se o empreendimento estiver submetido ao regime de patrimônio de afetação, a lei eleva o limite para 50%, mas esse ponto está em julgamento no Superior Tribunal de Justiça (Tema 1.466), ainda sem tese firmada. Nos contratos de consumo, a Terceira Turma do tribunal limita a soma dos descontos a 25% do valor pago, salvo a taxa de fruição (REsp 2.106.548). A devolução também tem prazo: até 30 dias depois do habite-se, com afetação; sem ela, em parcela única, 180 dias depois do desfazimento (artigo 67-A da Lei nº 4.591/1964). Cláusula acima desses limites pode ser contestada.
Apareceram infiltrações depois da entrega. A construtora ainda responde?
Pode responder. O artigo 618 do Código Civil estabelece prazo de garantia de cinco anos quanto à solidez e à segurança da obra. Para os demais vícios, aplicam-se os prazos do Código de Defesa do Consumidor, contados da entrega quando o vício é aparente e da constatação quando é oculto. O registro escrito e datado do defeito é decisivo.
É possível pedir de volta a comissão de corretagem e a taxa SATI?
O Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o Tema 938, fixou que é válida a cláusula que transfere ao promitente-comprador a obrigação de pagar a comissão de corretagem, desde que previamente informada com destaque, e reconheceu a abusividade da cobrança da taxa de assessoria técnico-imobiliária. Fixou ainda prazo prescricional trienal para a pretensão de restituição. Quando o contrato é desfeito por atraso na entrega, o prazo para pedir a corretagem de volta é de dez anos, contados da recusa da construtora em devolver tudo (Tema 1.099).
O que conferir no contrato antes de assinar?
A Lei nº 13.786/2018 obriga a apresentação de quadro-resumo com as informações essenciais em destaque: prazo de entrega e prazo de tolerância, valor total e forma de pagamento, índice de correção, consequências do desfazimento, taxas e o registro do memorial de incorporação. A ausência desse quadro tem consequência prevista na própria lei.
Preciso estar em Campo Grande para ser atendido?
Não. O escritório fica em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e o atendimento acontece por WhatsApp, e-mail e videoconferência. Os casos de voo, em especial, envolvem rotineiramente pessoas em outros estados.
Como são definidos os honorários?
Honorários são combinados antes de qualquer providência e registrados em contrato escrito, com o escopo do trabalho e as condições. Enquanto não há contrato assinado, o escritório não assume a causa nem prazos em curso.
Fontes normativas
- Lei nº 13.786/2018, desfazimento do contrato de aquisição de imóvel
- Lei nº 4.591/1964, condomínio e incorporações imobiliárias
- Código Civil, art. 618
- Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990)
- Lei nº 8.245/1991, Lei do Inquilinato
- STJ, Tema 1.466 dos recursos repetitivos: retenção de até 50% com patrimônio de afetação (pendente)
- STJ, REsp 2.256.060/MG (Min. Nancy Andrighi, 2026): aplica o limite de 25% fixado pela Terceira Turma no REsp 2.106.548 (2025)
Está enfrentando um problema com imóvel ou aluguel?
A primeira conversa serve para entender o que aconteceu e dizer se há caminho jurídico e qual é. Se não houver, você fica sabendo ali mesmo, com o motivo.
5,0 · 37 avaliações no Google