Quando o plano é considerado falso coletivo
Não existe um número fixo de beneficiários na lei. As decisões olham o conjunto do contrato: pouquíssimas vidas, beneficiários da mesma família e a falta de uma população de beneficiários que justifique um contrato coletivo. Nos casos que o Superior Tribunal de Justiça examinou em 2026, os contratos tinham duas, três e cinco vidas, e a Quarta Turma registrou que o contrato formalmente coletivo com número reduzido de beneficiários, ou com apenas um, configura falso coletivo (REsp 2.223.254).
A caracterização depende das provas de cada caso e é feita na vara e no tribunal estadual. O Superior Tribunal de Justiça não reexamina esses fatos em recurso especial e mantém as decisões que reconhecem o falso coletivo com base na prova (Súmulas 5 e 7).
